Metodologia
Toda promessa aqui tem fonte, e toda avaliação tem evidência. Abaixo explicamos como isso funciona.
1. De onde vêm as promessas
Usamos documentos primários. Hoje, a base são os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral, baixados dos dados abertos do TSE. Uma cópia de cada PDF fica hospedada no site, e cada promessa leva direto à página citada.
Também registramos promessas feitas em entrevistas, discursos, debates e redes sociais, sempre com a data e a ocasião. Nesses casos, usamos a transcrição ou a íntegra publicada (ou uma reportagem com citação direta, quando não há íntegra) e guardamos uma cópia do texto, para que o trecho possa ser conferido mesmo que a página original mude ou saia do ar.
O trecho entre aspas é sempre literal. A cada publicação, um script confere se cada trecho aparece exatamente assim na página indicada do PDF oficial ou na cópia guardada da fonte. Se algum não bater, o site não vai ao ar.
2. Promessas são separadas por mandato
Uma promessa só pode ser cobrada de quem ganhou o mandato. Por isso organizamos tudo por mandato (cargo e período):
- Mandato conquistado (em exercício ou encerrado): cada promessa é avaliada.
- Candidatura em disputa ou não eleita: as promessas aparecem como proposta de campanha, sem avaliação de cumprimento.
3. Senadores e deputados
Candidato ao Senado ou à Câmara não precisa registrar plano de governo no TSE. Por isso, para quem tem mandato no Congresso, mostramos também a atuação no mandato, com os dados abertos do Senado: os projetos que apresentou ou assinou junto, em que pé está cada um, a presença nas votações nominais e como votou em votações importantes. Esses números não recebem nota.
Quando um parlamentar disputa outro cargo, cada proposta da candidatura mostra o que ele já fez no Congresso sobre o mesmo assunto. Procuramos nas ementas de todos os projetos que ele apresentou ou assinou e nas votações em destaque. Se não achamos nada, a página diz isso.
"Presente, sem registrar voto" é como o Senado marca quem estava na sessão mas não votou. "Ausente com justificativa" junta missão oficial, licença e atividade parlamentar fora do plenário.
4. Como avaliamos
- CumpridaFoi feito o que se prometeu.
- Parcialmente cumpridaParte do prometido foi feita.
- Em andamentoHá ações concretas em curso, com prazo ainda aberto.
- Não cumpridaNão foi feito no mandato.
- ContrariadaFoi feito o oposto do prometido.
- Proposta de campanhaSó vira compromisso de mandato se o candidato for eleito.
Toda avaliação cita ao menos uma evidência. Preferimos atos oficiais (leis e decretos no Planalto, tramitação no Congresso, estudos do Senado e da Câmara, dados do IBGE, INPE e outros órgãos). Imprensa entra como complemento, quando não há documento oficial direto.
5. O que fica de fora
Declarações genéricas de princípio (“temos compromisso com a democracia”) e trechos que só descrevem realizações passadas ou criticam adversários não entram como promessa. Selecionamos compromissos com ação, meta ou prazo verificável.
6. A mesma régua para todos
Os critérios valem igualmente para qualquer político, de qualquer partido. Os títulos das promessas são resumos neutros, e o texto original fica sempre ao lado.
7. Correções
Os dados são públicos e versionados. Se você achar um erro no trecho, na página, no status ou nas evidências, avise para a gente corrigir. Cada página mostra a data da última atualização.